24 de mai de 2010

Sem mesuras

Madrugada inesquecível aquela na qual nos permitimos ser um só
Das conversas olho no olho, das histórias de nossas vidas
contadas com olhos de paixão, com bocas de sede
O encanto se fez e nos meus braços tu foste em mim
O que em ti também sentia

Em meus braços te entregaste
Na tua pele fiz morada
Naquela noite fui em ti o que em mim clamava
O amor mais inteiro e tão presente, tão despretenciosamente verdadeiro

O carinho suave dos rostos que se tocam
O cheiro que ficou na nossa pele
"A tua mão no pescoço, as tuas costas macias"
Se pudesse, detia aqueles breves momentos a eternidade de um amor sem amarras
Leve, silencioso e profundo


Ficou a lembrança daquela madrugada que exalava poesia nos teus olhos
Eu sem querer te quis e te querendo mais construi um canto pra poesia que dos teus olhos saia
E entraste em mim sem mesuras, arrombando as portas do meu coração

O eco de ti em mim se faz como um mantra incessante
Como se eu tivesse deixado um pedaço de mim contigo
Ou se o pedaço que falta em mim talvez esteja em ti

A razão se desfaz logo de início
Quanto busco porques
Então deixo as perguntas soarem altissonantes
O desejo arredio que em mim tem a força de uma poesia
De alcançar o terreno sagrado do amor
Um amor semente no chão
fruto nascendo no calor dos nossos corpos
É a mão que acaricia a madrugada suave dos teus desejos
O nascer da tua paixão brotando no teu peito
A minha paixão erguendo castelos pra ti
Castelos de sentimentos profundos e sinceros
O meu silêncio com olhos de admiração pra ti
O meu silêncio pra ouvir tua alma
A calma que naquela madrugada foi de uma felicidade imensurável

Escrevo pra ti porque algo muito forte em mim diz que devo fazê-lo
Talvez muito do que ficou por dizer e minha boca não soube falar
Pois que fale meu coração ao teu ouvido o canto apaixonado que dele sai

Carlos Hardy

Nenhum comentário:

Postar um comentário