Blues
deitados nus sobre a ponte nosso manto,
teus olhos blues na cidade PonteVelha,
teu sorriso no enigma me acalanto
ao som do blues nas longarinas do teu corpo.
silêncio e a voz veloz ao vento e pranto,
sempre acaba cheiro de chuva sobre as pedras.
mas te quero feita de mar e amar e tanto,
enquanto me dizias: cara, vamos ao chopp.
e tudo por nada a dizer de ti incerta lua,
correnteza, beijos, espumas e velas,
escada para o céu, estrelas, sexo na rua.
e o mar silencioso, perverso deus azul,
ponte velha metálica pela noite cidade antiga,
guitarra, meus dedos num sexo blues.
josé leite netto
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11 de ago. de 2010
12 de jun. de 2010
Apostolos IV - José Leite Neto
das cinzas à simetria cúbica do espelho
das cinzas o ranger dos ossos – desperto
das cinzas o som as ninfas e o espantalho
das cinzas fechei meus olhos no incerto
das cinzas a luz é o apocalipse do mistério
das cinzas o alfabeto do escaravelho
das cinzas a cor vermelha precisa e etéreo
das cinzas sufoquei o amor que revelo
das cinzas o punhal e a rosa fazem sexo
das cinzas a morte íntima e as coisas ficam
das cinzas o olho dita o que o olhar não vê
das cinzas o boi lambe o rosto de Caim
das cinzas somente das cinzas findam
na messe dos olhos a ferrugem em mim.
josé Leite netto
das cinzas o ranger dos ossos – desperto
das cinzas o som as ninfas e o espantalho
das cinzas fechei meus olhos no incerto
das cinzas a luz é o apocalipse do mistério
das cinzas o alfabeto do escaravelho
das cinzas a cor vermelha precisa e etéreo
das cinzas sufoquei o amor que revelo
das cinzas o punhal e a rosa fazem sexo
das cinzas a morte íntima e as coisas ficam
das cinzas o olho dita o que o olhar não vê
das cinzas o boi lambe o rosto de Caim
das cinzas somente das cinzas findam
na messe dos olhos a ferrugem em mim.
josé Leite netto
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